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Como ler a Bíblia?

filipe e o enuco

Filipe levantou-se e partiu. Ora, um etíope, eunuco, ministro da rainha Candace, da Etiópia,
e superintendente de todos os seus tesouros, tinha ido a Jerusalém para adorar. Voltava sentado em seu carro, lendo o profeta Isaías. O Espírito disse a Fi

lipe: Aproxima-te para bem perto deste carro. Filipe aproximou-se e ouviu que o eunuco lia o profeta Isaías, e perguntou-lhe: Porventura entendes o que estás lendo? Respondeu-lhe: Como é que posso, se não há alguém que mo explique? E rogou a Filipe que subisse e se sentasse junto dele” (At 8,27-31).

É… muitas vezes parece que somos como este ministro da rainha com um texto bíblico nas mãos! Como é que posso entender o que estou lendo?

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Em caso de dúvidas…

abraão

Abraão é considerado o pai da fé e é também aquele que fez com o Senhor uma Aliança e através desta Aliança recebeu uma promessa:

“O Senhor disse a Abrão: “Deixa tua terra, tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrar. Farei de ti uma grande nação; eu te abençoarei e exaltarei o teu nome, e tu serás uma fonte de bênçãos. Abençoarei aqueles que te abençoarem, e amaldiçoarei aqueles que te amaldiçoarem; todas as famílias da terra serão benditas em ti” (Gn 12,1-3).

Esta promessa que Deus fez a Abraão (ainda Abrão) implicava em uma atitude a ser tomada – “Deixa a tua terra”, “vai para a terra”. Podemos dizer aqui que Deus estava fazendo uma “troca” com Abraão, naquele pior sentido que a teologia da prosperidade interpreta? Não! Definitivamente não! Porém havia a necessidade de Abraão abandonar os seus velhos conceitos, velhos hábitos (inclusive a religião pagã de seus pais) para receber esta bênção de Deus. Mas esta exigência era, mais do que um mandamento, uma necessidade para a vida de Abraão. Não poderia tomar posse de sua terra se não saísse de sua posição de comodismo. Continue lendo »

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Ser cristão

sal luz e fermento

Os discípulos de Jesus devem ser sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-16; Mc 9,50; Lc 14,34-35) e o Reino de Deus é como o fermento na massa (Mt 13,33; Lc 13,20-21). São comparações que Jesus se utiliza para tentar explicar, de forma prática, como deve ser a ação dos cristãos, da Igreja, dos discípulos de Jesus em meio ao mundo.

Estas imagens são bastante sugestivas para todos os tempos da Igreja, mas em especial para o que nós vivemos. Existe uma “luta” para se manter a identidade católica. Bem, nem ao certo sabe-se o que seria isto. Conhecimento doutrinal? De todos os pontos? De alguns pontos? Seria um ou vários comportamentos morais? Um conjunto de símbolos, objetos, arquitetura, arte, música? Ligação com um outro personagem católico (cristão) da história? Pertencimento a um grupo, movimento, comunidade? Aproximação com a hierarquia? Participação nos momentos litúrgicos, celebrativos? Envolvimento em pastorais, organizações, conselhos? O que de fato considera-se ao dizer que alguém é católico?

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